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Água com açúcar...


Série usa repressão como pano de fundo para romance

Casal vive um amor impossível em 'Os Dias Eram Assim'


Logo no começo do segundo capítulo de "Os Dias Eram Assim", vemos o médico Renato (Renato Góes) ser intimado a prestar depoimento por conta de um suposto crime de seu irmão.

Sem pedir licença, a polícia entra em sua casa, o leva para o camburão e o deixa algemado na delegacia, mesmo sem ter acusação nenhuma em suas costas.

Enquanto isso, vemos sua aflita mãe Vera (Cássia Kiss) receber instruções dele para entrar em contato com Toni (Marcos Palmeira), que poderá ajudar em sua defesa, alegando que ele estava ocupado durante o incidente.

A aflição estampada no rosto de Cássia Kis representa de maneira muito realística o que muitas mães sofreram em um dos períodos de maior violência sofridos no Brasil. Os temores da ditadura parecem estar ao redor dos personagens o tempo todo, seja nas ações mais violentas de Gustavo (Gabriel Leone) e Túlio (Caio Blat), ou na repressão de sua própria família por Arnaldo (Antônio Calloni), a sensação de que algo está prestes a explodir está presente a todo momento em "Os Dias Eram Assim".

Mas, a supersérie, apesar de ter na ditadura o cerne dos acontecimentos ao redor, não irá tratá-la como tema principal, deixando-a como coadjuvante. O foco da trama é mesmo a história de amor entre Alice ( Sophie Charlotte ) e Renato, e o período servirá apenas como um dificultador do seu amor.
 

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